Insanity: treinamento funcional ou não?





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O programa Insanity foi desenvolvido pelo treinador norte-americano Shaun Johnson e está chegando ao País como uma das promessas para quem quer estar em forma rapidamente, com o corpo definido e forte até o verão. Dados sobre o treino na internet indicam que ele é capaz de definir o corpo, aumentar a força, a resistência e a capacidade cardiovascular em até 60 dias com treinos de uma hora diária, bastando que o atleta tenha força de vontade e disciplina. Tanta intensidade faz com que o programa divida opiniões.

Para o fisiologista da Unifesp, qualquer proposta como a do Insanity deve ter comprovação científica antes de formalizar a ideia de emagrecimento rápido e não é destinado a qualquer um. "Profissionais e alunos devem ficar com o pé atrás para que o programa não seja apenas mais um modismo que não vai se concretizar. Além disso, a maioria das pessoas que tenta seguir um treinamento assim, radical, para no meio do caminho por excesso de exercício. Se não estiver em um nível muito avançado de condicionamento, as chances de ter uma lesão no sistema locomotor, como tendinites, torções etc são muito grandes", orienta.

"Conheço pouco deste programa, mas acredito que ele não possa ser considerado um treinamento funcional. Se você não souber quando, como ou em quem aplicar o movimento funcional, ele será equivocado e não entendo o Insanity como funcional porque ele é genérico. Todo mundo se movimenta ao mesmo tempo, não é algo individualizado", contesta D'Elia, que pede cautela e bom-senso à análise da promessa do corpo perfeito em dois meses. "Tudo que se ganha rápido, se perde rápido. Não tem milagre e acredito que a atividade moderada, rotineira e como estilo de vida, sem radicalismo, é que muda o corpo."

O princípio de que quanto mais se praticar, melhor, no caso deste programa de condicionamento não tem embasamento, segundo os profissionais, e a promessa de que o treino recupera a silhueta em um tempo tão limitado pode ser perigoso demais para ser testado. O profissional de Educação Física precisa ter o senso crítico do que ele pode ou não aproveitar do programa em suas aulas, sem generalizar. "O treinador pode e deve usar a parte motivacional do Insanity, que é bastante importante, mas deve filtrar muito bem os exercícios usados e o perfil dos seus alunos para evitar riscos e lesões desnecessários", conclui Dr Turíbio


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