Treinamentos funcionais viram febre na orla de Natal





Os treinamentos funcionais viraram febre em Natal. Nas praias de Ponta Negra e de Miami vários grupos apostam nas melhorias do corpo e da mente praticando exercícios nas "academias" ao ar livre. Eles treinam até cinco vezes por dia, por aproximadamente 1h30, uma série de atividades diferentes. Os treinos na areia garantem resistência física e um coração mais forte, melhorando a qualidade de vida dos praticantes.

Muitos são adeptos da prática dos exercícios funcionais, principalmente, na praia de Ponta NegraMuitos são adeptos da prática dos exercícios funcionais, principalmente, na praia de Ponta Negra

"O que mais chama a atenção é a possibilidade de poder ser na praia. Muita gente reclama da monotonia da academia e em um treino funcional há mais interação e dinamismo", destaca o educador físico Thales de Castro. O treinamento funcional é um treino personalizado que promove a melhora dos movimentos motores. Ao contrário da musculação que é feita com uso de aparelhos, utiliza cordas, bolas e obstáculos como cones, para estimular a reprodução de movimentos feitos no cotidiano. Além da melhoria na qualidade de vida, a atividade pode proporcionar a queima de 300 a 800 calorias por hora de aula.

A estudante Daniella Navarro, 33, pratica a atividade há cinco meses e só tem elogios. "Estou bem mais disposta, o raciocínio melhorou bastante e a musculatura definiu bem rápido", comemora. Outro adepto da atividade, o estudante Iago Alves de Oliveira, 20, foi em busca de uma solução para seu problema respiratório. "Já fiz natação e vários outros esportes, achava que meu preparo físico era bom até começar a treinar", conta. Os problemas respiratórios diminuíram, afirma, e a sua vida ficou mais organizada, já que os treinos começam às 6h da manhã.

O treinamento funcional tem a preparação feita para integrantes das forças armadas como inspiração. Apesar de ser caracterizado pela grande exigência física, pode ser praticado por praticamente todo mundo. "A intensidade vai depender de cada um. Não vamos forçar mais do que a pessoa pode suportar. Por isso, até pessoas com  problemas cardíacos ou de pressão arterial, podem praticar. Basta ter a intensidade adaptada", destaca Thales de Castro.

Cardiologista sugere rotina de exercícios desde a infância
O sedentarismo pode causar vários problemas para a saúde. Um total de 30% das causas totais de mortalidade no mundo são provocadas por doenças cardiovasculares e a prática de uma simples atividade física pode diminuir, ou até eliminar, o risco de aparecimento desse tipo de patologia. "A realização de exercícios físicos previne os principais fatores de risco para desenvolvimento dessas doenças", destaca o cardiologista Domingos José Pereira de Santana.
Alex RegisRosa Lúcia e Eveline de Paula, mãe e filha, caminham juntas diariamente pelas ruas de NatalRosa Lúcia e Eveline de Paula, mãe e filha, caminham juntas diariamente pelas ruas de Natal

"O ideal seria criar uma rotina de exercícios desde a infância, tendo em vista o alto índice de obesidade infantil, mas sempre é tempo para começar", afirma o médico. A recomendação para quem está sedentário é começar com atividades leves e ir aumentando a intensidade com o passar do tempo. A realização de uma avaliação física com um cardiologista é fundamental. "A pessoa que não se submete a esse tipo de avaliação pode passar mal durante a atividade física, o que é muito perigoso, e ainda pode desestimular totalmente esse indivíduo a praticar exercícios", analisa.

Mas os benefícios são se restringem somente ao coração. Diversos estudos científicos mostram a variedade de benefícios para a nossa saúde. Doenças metabólicas, doenças respiratórias, doenças neurológicas e doenças oncológicas, por exemplo. A prática de exercícios não é algo supérfluo; não é um "luxo", nem algo que seja reservado somente aos que pretendem benefícios de ordem estética. "Se eu puder indicar só a mudança de estilo de vida, com a prática de atividades física e melhora na qualidade da alimentação, sem receitar medicamentos,m é bem melhor. Deixamos os remédios apenas para os casos mais urgentes", avalia Domingos José Pereira de Santana.


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