Força e resistência na terceira idade





F.L Piton
Como pouco mais de dois meses de treino funcional, o economista Gilbero Maruyama, já faz os alongamentos sem dificuldade.
 Atividades que estimulem a associação da força com outras capacidades físicas, entre elas agilidade, mobilidade, estabilidade e resistência, são ideais para a terceira idade. Uma das modalidades de exercícios que envolvem tudo isso é o chamado treinamento funcional.
Esse tipo de treino reduz o risco de lesões e habilita o idoso a continuar executando com facilidade suas atividades rotineiras, como subir e descer escadas, carregar objetos pesados ou brincar com crianças.
"É inerente ao processo de envelhecimento a redução das capacidades físicas de força muscular, resistência aeróbica e a flexibilidade.
Elas influenciam diretamente na realização das funções diárias do indivíduo, além de alterarem a marcha, o equilíbrio postural e a autonomia funcional, o que compromete a qualidade de vida", comenta o educador físico Alexander Ferreira Santos, do Studio F3.
Segundo ele, um dos principais benefícios do treinamento funcional nesta faixa etária é a funcionalidade dos movimentos e a forma como o praticante consegue atingir alto rendimento sem correr o risco de lesões ou mesmo se submeter a dores. Isso porque o foco do treino é a repetição sistemática de movimentos úteis, para ganho de força física, em conjunto com o fortalecimento integrado dos músculos que estabilizam o tronco e o quadril – região chamada de "CORE"-, gerando uma base de equilíbrio ao movimento do corpo.
"Isso possibilita ao praticante da atividade física um aprimoramento das ações motoras, viabilizando um menor desgaste e menos chances de fadiga, dor, lesão músculo e articular e, consequentemente, que ele abandone a atividade física", ressalta Santos. 
Exercícios personalizados facilitam execução
O economista Gilberto Naoshi Maruyama iniciou o treinamento funcional há cerca de dois meses, depois de mais de 20 anos sem frequentar uma academia, incentivado pela família. Já sente os primeiros resultados.
"O tipo de exercício do treinamento funcional facilita a execução e faz muita diferença para uma pessoa idosa, que está mais propensa a sofrer acidentes em casa. É uma forma de prevenção, porque com o fortalecimento a nossa musculatura passa a responder às nossas necessidades", comenta.
Embora tenha achado o treinamento puxado no início, agora Naoshi está adaptado e não sente dores.
"Estou ganhando força e resistência. Já consigo fazer alongamento com mais facilidade e estou me sentindo muito bem."
Equilíbrio e consciência corporal
O personal trainer Luccas Arruda comenta que às vezes o fato de o idoso não ter força nos músculos posteriores da coxa, por exemplo, faz com que ele perca o equilíbrio. "Na rotina, a falta de coordenação e da consciência corporal em coisas simples, como saber a forma certa de agachar, podem gerar lesões e até mesmo acidentes domésticos, com fraturas de osso, que nessa faixa etária tem recuperação difícil."
Segundo ele, o trabalho com idosos precisa intercalar exercícios de força e resistência com descansos ativos, para acelerar seu metabolismo e evitar a monotonia. "Para isso é necessário haver variações no treinamento das capacidades físicas. Cones, escada de agilidade e bola proporcionam esse descanso ativo na intensidade ideal para essa faixa etária", detalha. 
O funcional trabalha com metodologia em cima das capacidades biomotoras, desenvolvendo um treino dentro do objetivo pessoal.






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