Um corpo equilibrado, forte e pronto para enfrentar os desafios





Malhação inteligente, esse é um termo que pode ajudar a entender direitinho a especialidade da ginástica funcional. Modalidade que vem ganhando espaço cada vez mais nas academias e no conceito, tanto de pessoas jovens, que buscam um corpo forte e bonito, como daquelas que apenas querem manter a qualidade de vida.
A educadora física Elisangela Veronese explica que entre os objetivos da ginástica funcional está o de preparar a pessoa para fazer as suas atividades diárias ou esportivas, fortalecendo os músculos a partir da sua própria funcionalidade.  "Se a pessoa precisa estar com os músculos das pernas fortes ou do braço, ou das costas, porque fica, por exemplo, tempo demais sentada, então ela precisa preparar o seu corpo para aguentar essas atividades e isso ela pode conseguir com o chamado treinamento funcional", comentou.
A ginástica funcional é assim chamada exatamente porque é a partir da estimulação da funcionalidade dos músculos que ela os fortalece.  "Por exemplo, se a função do músculo é deixar você com as costas eretas, então serão trabalhados na ginástica funcional os músculos que as deixam eretas", argumentou Elisangela.

Diferencial
O maior diferencial da ginástica funcional, por exemplo, comparada aos aparelhos de uma academia, é que os aparelhos cada qual trabalham com determinados tipos de músculos, isoladamente. Já a ginástica funcional trabalha com o músculo específico e também com outros músculos ao mesmo tempo, de forma integrada. "Por exemplo, o aparelho da academia que trabalha o músculo do peitoral, ele vai isolar e trabalhar somente este músculo. Já o treinamento funcional, além de trabalhar com o músculo do peito, vai trabalhar os músculos internos, que fazem parte da coluna vertebral. Então a pessoa vai estar preparando o seu corpo para fazer o exercício", explicou a educadora física. Ela ainda comentou que a ginástica funcional engloba principalmente os músculos do peito, costas, lombar e toda a parte paravertebral que influencia na postura e beneficia o equilíbrio, a flexibilidade, a potência, a coordenação motora, a agilidade e a força.

Como funciona
O principal aparelho usado na ginástica funcional é o corpo humano, porque todos os exercícios são executados com a ajuda dele em posições que ativam os músculos. Mas existem alguns equipamentos que também são usados, como a bola suíça, também usada no pilates, que é uma ferramenta muito importante, os halteres e as faixas elásticas.
Há pouco tempo também foi desenvolvido pelos fisiologistas um aparelho chamado vertimax, que é uma plataforma de treinamento que permite desempenhar funções que otimizam os aspectos neuro-musculares. Este aparelho permite um treinamento totalmente funcional e beneficia a força dos membros, aumento da impulsão vertical e melhora a aceleração e velocidade da musculatura.

Indicações
O treinamento funcional é liberado para todas as idades, outro aspecto que o difere da musculação. "Por exemplo, um adolescente pode fazer musculação, mas é preciso cuidar com a sobrecarga, porque ele está em fase de crescimento. Já na parte funcional, como é usado o peso do próprio corpo e são movimentos que a pessoa já está habituada a fazer diariamente, não tem restrição e todas as pessoas, de todas as idades podem praticar", destacou Elisangela. Inclusive ela esclarece que pessoas que possuem algum tipo de lesão muscular também podem fazer a ginástica funcional, apenas é necessário antes de iniciar as sessões, fazer uma avaliação física para ver quais movimentos ela pode ou não fazer. Na verdade, qualquer pessoa, independente de ter lesões ou não, antes de iniciar qualquer atividade física, deve sempre procurar um médico, fazer exames que comprovem que ele está apto a praticar exercícios.
"Em conjunto com o médico, o educador físico então monta um programa e dependendo do nível de desvios posturais ou dores que essa pessoa sente são indicados os números de sessões da ginástica funcional", explicou Elisangela.
Ela também comentou que antigamente as pessoas buscavam as academias restritamente por questões estéticas, para ter um corpo mais sarado, mais bonito. Hoje em dia não é somente essa a finalidade, muitos têm procurado focando na qualidade de vida. Já a ginástica funcional, ela conta que no início era uma opção mais das pessoas que queriam ter uma vida mais saudável, principalmente pessoas de mais idade, que não tinham muita força para carregar peso em aulas de musculação. Hoje isso já mudou e as pessoas buscam o treinamento funcional tanto por questões estéticas, idealizando ter uma postura correta para então trabalhar com exercícios mais localizados, como também para ter uma garantia de uma vida com mais saúde.
"Hoje em dia o treinamento funcional é procurado por todas as pessoas e a gente sabe que atualmente o nível de estresse está muito alto, por isso as pessoas buscam essa atividade, principalmente, porque desejam o seu bem-estar".

Resultados
Elisangela explicou que se a pessoa for daquelas que não tem o hábito de fazer atividade física e sente muitas dores nas costas, ao iniciar o treinamento da ginástica funcional ela perceberá mudanças logo na primeira sessão, ela conseguirá dormir melhor e sentirá menos dores. Contudo, a educadora lembra que para que os resultados continuem evoluindo, é preciso dar continuidade à atividade. De nada adiantará fazer uma sessão e não voltar mais para o treinamento.
"Até um tempo a Organização Mundial de Saúde falava que dois dias de exercícios físicos durante a semana estava bom. Hoje não é mais assim, dois dias é muito pouco, é preciso que pelo menos sejam feitos de quatro a cinco dias de exercícios físicos na semana, para que a pessoa tenha um bom resultado e qualidade de vida", destacou.
A ginástica funcional, que tem sessões de duração de 45 a 60 minutos, pode ser feita todos os dias se a pessoa quiser. Apenas indica-se que se façam sessões diferentes em cada treino para não trabalhar sempre os mesmos grupos musculares, pois eles também precisam descansar, ter o seu tempo de repouso. "A pessoa pode fazer uma adequação no seu treinamento, incluindo exercícios aeróbicos que também são fundamentais para os cardiovasculares e cardiopulmonares", recomendou Elisangela.
Cândyce Vieira está há dois meses fazendo sessões de ginástica funcional usando o aparelho vertimax. Ela comentou que já percebe a musculatura, principalmente, das coxas, muito mais fortes. "É possível perceber bem a diferença e você olhando alguém fazer o exercício parece que é tranquilo, mas ele exige bastante. Eu, por exemplo, estou fazendo sessões que trabalham as pernas e o bumbum, mas mesmo assim tenho que contrair o abdômen para conseguir manter o equilíbrio, porque o aparelho puxa. No final a gente acaba trabalhando todos os músculos", relatou.

Orientação
A ginástica funcional sempre precisa de um profissional capacitado durante o treinamento. "Ás vezes a pessoa vai fazer um determinado exercício que viu, por exemplo, em uma revista, na TV ou no jornal, mas ela não sabe o grau de amplitude e nem a intensidade que pode fazer. De repente ela já tem um desvio postural, uma escoliose ou cifose, algo do gênero, e faz um determinado movimento que não deveria. Então ao invés de amenizar a dor, ela vai aumentar e se prejudicar ainda mais. Então sempre é importante os dados clínicos encaminhados por um médico, que aprovem que a pessoa esta apta a praticar atividades físicas, bem como ter o acompanhamento de um profissional qualificado para estar dando as orientações de como fazer os exercícios corretamente", argumentou.




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